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Projeto GoT — Matando Saudade

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GoT I(imagem via BagoGames)

Vocês já sentiram necessidade de mais? Preciso ler mais sobre essa história? Preciso conhecer mais esse personagem? Eu simplesmente preciso de mais! No entanto, nem sempre temos a possibilidade de suprir nossas necessidades (e carências) literárias. Desde o começo dessa nova temporada de Game of Thrones eu tenho sentido essa urgência de ir além daquilo que eu já tinha. Sempre depois de cada episódio eu vou ler comentários em fóruns e confabular teorias, mas de fato ainda não tinha lido os livros.

Agora essa necessidade se tornou irredutível, mesmo lendo postagens, conversando sobre a trama e vendo as fotos de todos os atores em suas redes sociais. Então decidi que era o momento certo para eu dar um passo para trás, na verdade 5 passos, e começar a leitura de toda a saga desde o seu princípio. Depois de comprar o primeiro volume, fui contar para meu irmãozinho sobre meu novo projeto e ele fez uma pergunta típica de um não leitor:

— Mas você vai conseguir ler um livro que você já sabe a história?

Bem, para começar não sei exatamente a história, já que a série diverge em vários pontos dos livros. E segundo lugar, se eu tivesse esse problema não teria lido On The Road do Kerouac 5 vezes ou Harry Potter duas.

Prometi para mim mesma que só leria 50 páginas por dia, dessa forma daria continuidade a outras leituras do blog. Mas não deu muito certo, já que na primeira vez que sentei para ler fui até a página 150. Gente, vale muito a pena! Deixo aqui minhas primeiras impressões:

  1. Foi muito bom voltar a saber sobre o Robb Stark, eu amo esse personagem e adorei interagir mais com ele.
  2. Na série sabemos que Jon e Arya eram próximos, mas não tão unidos como são nos livros, foi uma delícia ler sobre a interação deles.
  3. As lembranças de Ned em relação a guerra e aos parentes já falecidos. Ele vive remoendo o passado e acredito que é através de suas lembranças que saberei mais sobre os membros da família que estão mortos.
  4. A descrição real de cada personagem. Não que o elenco não tenha sido perfeito e não atue com maestria, mas a aparência deles no livro importa muito para correlacionar famílias e parentes, um bom exemplo disso é Tyrion, o anão.
  5. Entender como os nortenhos sobrevivem ao frio intenso. Foi fundamental para minha compreensão saber que Winterfell foi construído por cima de águas termais e que, por exemplo, por dentro das paredes do quarto de Catelyn corriam águas quentes e por isso o aposento dela era um refúgio do frio das neves de verão.

Só que nem tudo são flores e algumas coisas me chatearam na edição que comprei. Pensei que um livro tão amplamente divulgado e conhecido, traduzido há algum tempo e já na 4º edição (pelo menos no meu exemplar) ainda teria tantos errinhos de tradução e digitação. Para mim foi tão claro em português que uma fala do Tyrion estava com erro de tradução que peguei a edição em inglês da minha mãe para conferir e eu estava certa; e sinceramente essa fala fica muito sem sentido do jeito que ela está na nossa língua. Enfim, nada disso estraga a história, que é fantástica mesmo para quem já viu a série, mas chateiam aqueles leitores mais sensíveis, principalmente aos que trabalham ou sempre sonharam em trabalhar no mercado editorial.

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