Os Exilados de Montparnasse

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IMG_1092 (1)Após a primeira guerra mundial temos o primeiro movimento contracultural do século XX, a Geração Perdida. O termo cunhado primeiramente por Gertrude Stein logo se popularizou através de Hemingway, e foi utilizado para caracterizar um grupo de quase 250 escritores, poetas, diretores e editores que foram para Paris em busca de liberdade de expressão.

“Não é o que a França lhe dá, mas o que ela não lhe tira”

No livro Os Exilados de Montparnasse o autor Jean-Paul Caracalla nos dá uma visão de como foi Paris naquele pós primeira guerra. Afinal, o mundo boêmio não reagiu bem ao que tinha acontecido, as atrocidades do conflito foram geradas a partir de uma lógica puritana que não fazia o menor sentido para aqueles artistas, sendo assim somente seu extremo oposto poderia salvar a sanidade daqueles que sobreviveram. É nesse momento que surge na arte o movimento conhecido como Dadaísmo e podemos dizer que seu equivalente na literatura é a Geração perdida.

Durante o livro vamos nos deparar com personagens já conhecidos como Pablo Picasso, James Joyce, Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald, e alguns não tão conhecidos como Alice Toklas, Sylvia Beach e Cole Porter. Eu achei muito interessante ler sobre esses escritores e artistas hoje tão consagrados ainda lutando por seus lugares no mundo.

“Scott (Fitzgerald) oferece a Gertrude e a Alice um exemplar de Gatsby. Logo no dia 20, Gertrude lhe escreve de sua casa de Belley, no Ain: ‘Lemos sua obra; é um bom livro’. Também ela gosta daquele modo de escrever frases simples acessíveis a todos.”

O tema me interessa muito e por isso a leitura para mim foi incrível, é a descrição da vivência de grandes personalidades em Paris. Conhecer um pouco do impecável James Joyce, a quem você não podia se referir sem o pronome senhor na frente do nome, mas que teve o próprio livro, Ulisses, contrabandeado para a América em capas falsas de Shakespeare por ser considerado obsceno.

Além disso, depois da fama conhecemos um pouco das traições e egos tão difíceis de lidar desses autores. Joyce que traiu a amiga e a primeira pessoa a acreditar em sua obra, Hemingway falando mal dos que antes considerava amigos e outras intrigas com nomes de peso.

“Joyce, que ainda recentemente, vituperava contra os indelicados que exploravam sua obra sem pudor e na ilegalidade, dá, por sua vez, um exemplo lamentável de desvio em proveito próprio dos frutos de um trabalho coletivo.”

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(imagem via Pixabay)

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  1. Olá.
    Eu nunca li qualquer livro sobre a primeira guerra. A trama é bem interessante, mas esses livros não são a minha praia no meu momento atual. rs Espero gostar em breve, visto que vejo muitas pessoas falando bem desse tipo de gênero.
    Beijos!

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  2. Olá, gosto bastante de ler livros com esse gênero, ainda mais diante da primeira guerra. O que mais me interessa são as descrições de cada acontecimento e suas devidas importâncias. Vou procurar mais sobre esse livro. Parabéns pela resenha. Beijos, Fê

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  3. Olá

    Estudei sobre o Dadaímos na faculdade e foi muito legal ver como os artistas da época agiram. Gosto bastante de leituras sobre história da arte. É muito bom saber os primórdios do que temos hoje, forame essas pedras que construíram a arte a literatura de hoje.

    Bjos

    Everton equipe Rillismo
    rillismo.blogspot.com.br

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  4. Adoro livros históricos sempre tem algo de bacana para nos ensinar. Apesar de não ser muito fã de artes eu vou querer ler mais esse livro para aprender um pouco mais sobre o assunto e entender como foi a vida em Paris depois da primeira guerra..bj

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  5. Fiquei apaixonada pelo enredo do livro e os quotes que você separou para compartilhar na resenha me tocaram… “Não é o que a França lhe dá, mas o que ela não lhe tira” achei tão intenso que só por esse trecho, ja compraria o livro!!! Ainda não conhecia a obra e já quero demais da conta!!!

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  6. Infelizmente não é o meu tipo de leitura mesmo sabendo da importância do tema e tendo a oportunidade de conhecer grandes artistas. Mas é uma excelente pedida para meu esposo que ama história. Com certeza passarei essa dica de leitura para ele.

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  7. Olá!

    A premissa não me chamou a atenção, e evito ler livros sobre guerras. Então, deixo a dica passar!
    Mas, acredito que para os que gostam de livros do gênero será um prato cheio.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br/

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  8. Oi, tudo bem?
    Assim como para você, esses temas me interessam muito e confesso que ainda não tinha visto resenha desse livro. Gostei bastante, ainda mais depois dos elogios. Gostaria de ler a obra, amo tudo que tenha Paris.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  9. Olá!!!
    Não tenho muito costume de ler livros deste gênero e não me atraem muito. A resenha mostra que é um livro tenso e interessante. O cenário é um grande chamariz para a leitura.

    Beijos
    Carla Fernanda

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  10. Olá!

    Achei bem interessante a temática do livro sobre os autores antigos, contando a vida deles e seu dia a dia. Porem me parece ser um livro muito teórico, e livros assim me bastam os da faculdade kkk acho que se o livro fosse contando sobre a vida dos autores em forma de história com falas e tudo mais, talvez eu ate me interessaria. Mas achei super legal a ideia do livro.

    Beijinhos!
    Cantinho Cult

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  11. Oie!
    Confesso que esse livro não me atraiu… achei interessante o que é abordado, as personalidades citadas, assim como o comportamento de cada uma dessas pessoas. Mas é uma leitura que não vou fazer no momento, vou deixar para outra hora.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  12. Oie.
    Eu realmenter adoro livros com o tema GUERRA.
    Esse eu não conhecia, nunca tinha nem ouvido falar, mas estou encantada com sua resenha e espero poder ler o livro, até para entender melhor o enredo.
    Shakespeare era considerado obsceno.?????
    Genteeee preciso do livro, pois tem muita curiosidade aiii kkkk
    Amei a resenha

    http://www.colecoes-literarias.blogspot.com.br/2016/03/sorteio-diario-de-busca.html

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  13. Oi,

    Não sei se em alguma época Shakespeare foi considerado obsceno, vai ver que em algum momento ele foi hahahha

    Mas eu quis dizer que Ulisses do James Joyce era considerado obsceno nessa época do pós primeira guerra e era contrabandeado como se fossem livros de Shakespeare, para isso, colocavam capas falsas nos livros do Joyce.

    Beijos

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  14. Adorei a resenha e me interessei muito pelo livro, pois sou fascinada por essa temática, gosto de saber mais sobre como foi o período entre as duas guerras. Além disso, saber um pouco mais sobre a Geração Perdida também me interessa muito. Dica anotada!

    Tatiana

    Curtido por 1 pessoa

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