Tigres em Dia Vermelho

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Essa história é sobre uma família, sobre amor e intrigas. Amor entre duas primas que são como irmãs, entre mães e filhos, marido e mulher, e amigos. Mas no amor tem o ódio, mesmo que em alguns momentos, o desentendimento, o egoísmo e a incompreensão.

O livro não está escrito em um estilo que eu particularmente gosto muito, pois ele se divide em 5 partes e cada qual é narrada por um dos integrantes da família. O problema com esse tipo de leitura, ao meu ver, é que acabamos por gostar mais de um ou dois personagens em detrimento dos outros e quando a parte contada pelo personagem querido acaba é como se o livro tivesse perdido um pouco a graça. Mas, afinal, os outros personagens interagem entre si e acabam falando também sobre aquele queridinho, só que mesmo assim há uma espécie de perda narrativa que eu não gosto de sentir. Veja bem, às vezes isso funciona, Game of Thrones é assim e não me incomoda tanto — até porque dependendo de quem é a história eu acabo pulando o capítulo — e de qualquer maneira há sempre o retorno para os personagens (se sobreviveram) preferidos.

Tigres em Dia Vermelho me prendeu devido ao mistério em torno do encontro de um corpo. Na verdade, no começo eu não liguei muito para essa morte, pois não fazia sentido para mim ela estar ali no livro. Somente depois, que um dos personagens se mostra envolvido que realmente me interessei pelo fato, afinal o assassinato era de uma pessoa nada a ver com tudo que havia acontecido até o momento e não tive o entendimento do porque ela estava ali, bem, no final até que tem um porque bem interessante.

Sobre os personagens e seus capítulos temos:

Nick (A peste)

“Ele que se dane, pensou Nick, que vá para o inferno. Era para eles serem diferentes, diferentes de todas as pessoas que não queriam coisas e não faziam coisas e que não eram especiais. Era para serem o tipo de gente que diz ‘dane-se’, e então joga a taça de vinho na lareira, que pulam de precipícios. Não era para serem pessoas cuidadosas.”

Helena (Coitada)

“Sempre a mais boazinha, a mais pobre, sem nada que fosse só seu. A menina bonita com que os garotos sabiam que podiam implicar sem que nada acontecesse; assustada e humilhada e pequena demais para deletá-los. Sempre agradecendo por todas as pequenas gentilezas que lhe faziam (…) como se não merecesse. Mas ela merecia. Merecia ser feliz.”

Daisy (Determinação)

“Com a final individual marcada para o dia seguinte à festa, Daisy estava treinando desesperadamente. Voltara a roer as unhas, hábito que abandonara havia anos, desde que a mãe, em um ataque de raiva, lhe aplicara tabasco nas unhas duas vezes por dia. Beleza é saber se comportar. Ela até se pegara chorando ao fim de cada aula. Não sabia bem por quê, só sabia que era bom sentar e extravasar.”

Hughes (Confuso)

“Esse tempo todo você viveu como um sonâmbulo. Acha que eu sou idiota? Você vem me falar em cartas. Que tal ‘o mundo não está mais em chamas, Hughes’; ‘Volte para mim, Hughes’? Que tal ‘Claridge’s, Quarto 201’? (…) Você deveria me amar. Em vez disso, você transformou tudo em um vazio. Tornou minha vida cinzenta.”

Ed (O pesquisador)

“Tia Nick não fazia parte do mar de mesmice. Ela exercia certo fascínio sobre mim, era algo em seu jeito de andar, mas eu não gostava muito dela. E, em muitos aspectos, por debaixo de sua aparência incomum, ela era exatamente igual a todo mundo. O mundo parecia formado por dois tipos de gente: os como eu e Daisy, que viviam o mais honestamente que podiam, e o resto, pessoas que por variadas razões não conseguiam deixar de mentir para si mesmas.”

 

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